Reino: | Animalia |
Filo: | Chordata |
Classe: | Aves |
Ordem: | Pelecaniformes |
Família: | Threskiornithidae |
Poche, 1904 | |
Espécie: | E. ruber |
O guará é uma ave pelecaniforme da família Threskiornithidae.
Também conhecida como íbis-escarlate, guará-vermelho, guará-rubro, guará-piranga e garça-vermelha. É considerado por muitos uma das mais belas aves brasileiras, por causa da cor de sua plumagem.
Várias localidades na costa brasileira têm nomes de origem indígena associados à presença do guará no passado, como Guaratuba (Paraná), Guaraqueçaba (Paraná), Guaratiba (Rio de Janeiro) e Guarapari (Espírito Santo). Provavelmente também algumas outras um pouco mais afastadas, onde a espécie ocorria ocasionalmente, seguindo o curso dos rios que desaguam no Atlântico, como Guaramirim (Santa Catarina) e Guarapiranga (São Paulo). Atualmente está se recuperando em vários desses locais.
Seu nome científico significa: do (grego) eu = bom; e dokimos = excelente, estimado; e do (latim) ruber = vermelho. ⇒ Ave de coloração vermelha gloriosa, magnífica.
O guará mede cerca de 50 a 60 cm. Possui bico fino, longo e levemente curvado para baixo. A plumagem é de um colorido vermelho muito forte, por causa de sua alimentação à base do caranguejo chama-maré (Uca maracoani), que possui um pigmento (carotenos) que tinge as plumas. No cativeiro, com a mudança da alimentação, as plumas perdem a cor e ficam com um tom cor-de-rosa apagado.
Não possui subespécies.
O que é leucismo?
O leucismo (do grego λευκοσ, leucos, branco) é uma particularidade genética devida a um gene recessivo, que confere a cor branca a animais geralmente escuros.
O leucismo é diferente do albinismo: os animais leucísticos não são mais sensíveis ao sol do que qualquer outro. Pelo contrário, são mesmo ligeiramente mais resistentes, dado que a cor branca possui um albedo elevado, protegendo mais do calor.
A sua alimentação é baseada principalmente em pequenos caranguejos. Sua coloração tem forte relação com sua dieta, sendo responsável pela sua plumagem vermelha intensa. A espécie realiza o metabolismo e incorporação seletiva de carotenoides, nesse caso principalmente a Cantaxantina, distribuída para as penas.
A reprodução é feita em colônias. Os ninhos são feitos no alto das árvores à beira dos mangues e lamaçais litorâneos. A fêmea põe 2 ou 3 ovos de cor bege, ou marrom-claro com manchas marrons.
O guará forrageia em pequenos grupos, ou até mesmo isoladamente, durante a maré baixa; os imaturos e subadultos costumam formar grupos separados para forragear. Excepcionalmente, bandos maiores (por exemplo, 50 indivíduos) forrageiam juntos. Com a maré montante, repousam em grupos nas árvores do manguezal, onde não são facilmente vistos entre a folhagem. Reúnem-se ao pôr do sol e voam em filas para os locais onde passam a noite.
O guará foi, por muito tempo, dado como extinto no sudeste do Brasil. Na década de 1980, uma colônia surgiu em um local improvável, o poluidíssimo manguezal de Cubatão. Hoje a ave vem se expandindo.
O guará está presente em Trinidad e Tobago (onde é a ave nacional), Colômbia, Venezuela, Guianas e no litoral norte e sudeste do Brasil.